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Igor R., Bacharel em Direito
Igor R.
Comentário · há 3 meses
É tudo uma questão de ótica...

Desde o advento daquilo que chamamos de capitalismo, praticamente todos os indicadores sociais melhoraram significativamente. Hoje temos mais que o dobro da expectativa de vida, tornamos comezinho doenças que assolavam povos inteiros, a renda média do trabalhador e da família é absurdamente maior, temos acesso a bens e serviços que muita às vezes sequer estava disponível para a nobreza, e por aí vai. Poderia ficar citando vários avanços, mas basta consultar o Our World in Data para isto.

Hoje diversos países europeus discutem — reiteradamente — a redução da jornada semanal de trabalho. Fazem isto porque refletiram que o capitalismo é ruim? Não! Fazem porque são exploradores? Também não! Fazem porque tem algum espírito socialista? Igualmente não, até porque eles já superaram essa engenharia social nefasta!

Então qual a receita? Ora, chegaram a um nível de produtividade tão elevado que precisam de menos tempo para produzir riqueza. Logo, precisam de menos tempo para trabalhar, sobrando mais tempo para fazer outras coisas da vida (lazer, socializar, aprender, viajar e etc.). A substituição do homem pela máquina faz com que a mão-de-obra seja alocada em outros setores, em especial de serviços, onde se exige menos esforço físico e mais aptidão intelectual e criatividade.

Por outro lado, vemos experiências recentes de tentar fazer algum tipo de engenharia social, como a China socialista de Mao Tse Tung. Lá, se trabalhava forçadamente (trabalho escravo) por até 12 horas diárias, sete dias por semana. Ficou velho, exausto ou doente? Cortava-se a caderneta e deixava a pessoa morrer de fome (era proibido alimentar pessoas neste estado). Faz o cálculo: no mínimo, 80 horas semanais. E o que aconteceu quando a China se abriu ao capitalismo? Hoje a gente reclama do trabalho escravo chinês com base na jornada semanal dos países capitalistas. As péssimas condições de trabalho deles são infinitamente melhores que há 50 anos atrás. A renda média do trabalhador já supera a nossa! O acesso à bens e serviços, incluindo básicos para a pessoa humana, é cada vez maior.

Enfim, o que chamo a atenção é que toda crítica deve ser precedida da reflexão do que realmente somos e o por quê estarmos nesta situação. Muita às vezes a gente direciona nossa metralhadora para o lado errado; para aquilo que nos sustenta como somos hoje em dia! Aquilo que nos dá internet, nos dá luz, nos dá saneamento (e nos faz querer para os outros). Não fosse as características intrínsecas do capitalismo, que advém da natureza humana, não teríamos nem 1/10 do que temos hoje. O dilema dos países desenvolvidos hoje em dia é como aperfeiçoar o capitalismo e reduzir os impactos dela e do fato da desigualdade material (relembrando: não existe igualdade material) na sociedade. E não é com novas engenharias sociais, que sempre nos levam a catástrofes e hecatombes. É com o fato de aceitar e conhecer melhor aquilo que rege nossas vidas, sempre observando experiências passadas (evidências empíricas) e as melhorando para o futuro...

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